GP3 Series: David Beckmann e Nikita Mazepin Sobem ao Topo em Spa

David Beckmann levou o carro da Trident a uma estreia a vencer na FIA GP3 Series, enquanto Nikita Mazepin concretizou a 3ª vitória no campeonato em 2018. Aconteceu tudo isto e muito mais em Spa Francorchamps.

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David Beckmann – ART Grand Prix

O alemão David Beckmann e o russo Nikita Mazepin levaram os carros da ART Grand Prix e Trident à vitória, nas duas corridas do FIA GP3 Series em Spa Francorchamps. O jovem germânico venceu pela primeira vez no campeonato, enquanto que o russo concretizou a sua terceira vitória do ano.

Após as duas corridas em solo belga e já com a visita a Monza no próximo fim de semana, Antoine Hubert é líder com 158 pontos, seguido de Callum Illott com 132 e Nikita Mazepin com 128, todos eles a correr para a ART Grand Prix.

David Beckmann Estreia-se a Vencer

Com a corrida a iniciar-se com uma das mais baixas temperaturas que a GP3 viveu este ano, 10ºC, David Beckmann saiu disparado no arranque para curvar à frente em La Source. O alemão abriu distância, tirando algum partido da confusão, em La Source, a envolver vários carros. Atrás dele, três pilotos da ART acabavam por se atrasar um pouco. Ao seguirem por fora na saída de La Source, Antoine Hubert, Nikita Mazepin e Jake Hughes, eram superados pelos dois Trident, Ryan Tveter e Pedro Piquet, que assumiam a 2ª e 3ª posições.

O americano e o brasileiro colocaram demasiado esforço na luta pelo segundo lugar e com isso, deixaram Beckmann ir embora e ainda foram alcançados por Hubert, que na primeira oportunidade deixou Piquet para trás. O brasileiro perdeu gás e pouco depois era também superado por Jake Hughes.

Sem pressão atrás de si, Ryan Tveter aproximou-se do líder, mas este logo tratou de abrir de novo distância, para vencer com 1.363s sobre Tveter.

“Não tenho palavras para agradecer, sabe muito bem vencer embora vá precisar de algumas horas para realmente digerir o que sinto agora”, disse David Beckmann. “Foi uma mega corrida. No arranque estive muito bem, abri margem e acho que na curva 5 já tinha uns dois segundos de vantagem. Depois o Ryan começou a chegar e eu tive que acelerar o meu ritmo para ficar tranquilo. Esta vitória é muito importante e nem sei de onde veio. Esta ano, as corridas não têm estado a ir muito bem, embora em Budapeste não tenha sido mau, mas chegar aqui e vencer, é uma sensação fantástica”.

Ryan Tveter assegurou a segunda posição, embora na fase final tenha sofrido alguma pressão de Antoine Hubert que subiu ao degrau mais baixo do pódio. Jake Hughes foi perdendo gás, sendo superado por Pedro Piquet, Nikita Mazepin e Callum Illott. Assim sendo, Piquet foi 4º, seguido de Mazepin.

E Vão Três em 2018 Para Nikita Mazepin

Nikita Mazepin – ART Grand Prix

Ainda a Corrida 2 não tinha tido início e o vencedor do dia anterior já era uma baixa, recolhendo às boxes na volta de aquecimento, com problemas mecânicos. Quando o semáforo deu verde, Joey Mawson (Arden International) saltou para a dianteira, enquanto Callum Illott (ART Grand Prix) superava o companheiro de equipa, Jake Hughes, para assumir o segundo lugar. Logo a seguir, Illott ‘assaltou’ o líder mas acabou por sair largo em Les Combes e caiu para 4º.

No entanto, Mawson ia mesmo perder a liderança, e não só, ao ser superado na volta 3, primeiro por Jake Hughes e depois por outros dois ART, Nikita Mazepin e Callum Illott, que já tinha acertado de novo o ‘passo’.

Na mesma volta, fazendo uso do DRS. Mazepin superou Hughes, assumiu a liderança e foi embora. A partir daí, o russo controlou a prova, para vencer com 1.840s de vantagem sobre o mais direto perseguidor, que no final da prova era Antoine Hubert. O francês andou que se fartou na segunda metade da corrida e só parou de superar adversários quando a corrida acabou. Não houve tempo para chegar a Mazepin.

“Foi realmente uma corrida divertida”, disse Nikita Mazepin. “Depois de uma prova razoavelmente difícil ontem, eu estava um pouco decepcionado, por ter partido bem mas depois ser obrigado a sair largo. Senti que ali tive uma oportunidade que fugiu de mim. Hoje arranquei bem, mas eu depois prefiro ser um actor em segundo plano, se isto faz alguma lógica. A corrida foi tendo acontecimentos e eu fui ganhando com eles. Depois fui para a frente mas a corrida nunca esteve fácil, até porque estava bom tempo e não sabia como os pneus se iriam degradar. Fui conseguindo manter a distância na frente, correu tudo bem e estou muito satisfeito com o carro e com a equipa, que mostrou a sua força e está a fazer um excelente trabalho”.

Enquanto Antoine Hubert foi crescendo na sua performance com o desenrolar da corrida para ser segundo, Jake Hughes foi tendo um desempenho inverso, perdendo gás na fase final da prova e sendo superado por Callum Illott, que assim assegurou o derradeiro degrau do pódio. Assim se fazia um pódio totalmente preenchido pela ART Grand Prix.

Jake Hughes completou a performance da ART com o 4º lugar, enquanto Pedro Piquet era 5º e liderava a ‘força’ da Trident, à frente de Giuliano Alesi.

Texto: Jorge Cabrita  Fotos: GP3 Media Services/Zak Mauger