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Teste ao Hyundai i30 1.0 TGDi (120 cv): Surpreendente!

 

A Hyundai tem, na versão a gasolina 1.0 do i30, uma proposta quase irrecusável. Excelente design, qualidade de construção, conforto e um motor eficiente e económico. A tudo isto se junta um preço ‘de guerra’. O conceito de economia diesel acabou de ganhar um novo e forte adversário.

Não há muito tempo, os motores 1.0 a gasolina eram amorfos, sôfregos em modelos familiares e gastavam ‘que se fartava’. Em estradas sinuosas então, num qualquer domingo à tarde em que os dois amigos de infância iam até à serra com as namoradas – era quase rezar para ver o carro atingir o cume sem se engasgar. Mas, os tempos são outros, os motores, decididamente, evoluíram anos luz e qualquer dia, rezará a história que, em tempos, quando se queria performance e consumos baixos, comprava-se um carro a diesel.

A Hyundai, como a grande parte dos construtores, adapta-se a um mundo em que nos preocupamos com o meio ambiente e com o nosso planeta. Hoje em dia, começa a haver uma certa, nalguns locais, grande resistência ao diesel. Por isso, buscam-se alternativas de motores a gasolina, de baixa cilindrada, com bom desempenho, baixas emissões de CO², economia nos consumos e, preferencialmente, preços acessíveis. Tudo isto aliado a boa qualidade de construção e a um design elegante e sedutor.

O i30, encaixa na perfeição nestes requisitos. Tivemos o prazer de ter o nosso primeiro ensaio, na OnWheelsTV, com o excelente 1.0 TGDi (120 cv), na versão de equipamento Style (+LED) .

A versão de equipamento correspondente ao i30 que ensaiámos é a Style (+ LED), que inclui; écran tátil de 8″, sistema de navegação, sensor de luz, sensores de estacionamento traseiro, câmara de auxilio ao estacionamento traseiro, limitador de velocidade, sistema de manutenção da faixa de rodagem, sistema de alerta do cansaço do condutor, sistema de travagem de emergência ativa, alerta de colisão frontal, vidros escurecidos, regulação lombar elétrica, estofos em pele e tecido, carregador wireless, ar-condicionado automático bizona, jantes de 17″, alarme e faróis Full LED.

Durante os quatro dias que tivemos no contato com esta proposta da Hyundai, embora a versão específica testada não esteja a ser por nós apresentada em primeira mão e o modelo i30 já esteja no mercado há algum tempo, ainda assim, a sua aparência geral captou sempre a atenção de quem nos via. Com um design elegante e um estilo atraente e moderno, esta proposta coreana decididamente encaixou no gosto do público que não é sensível ao fenómeno automóvel. “Este carro está muito bem concebido e dá a ideia de enorme solidez e rigor de construção”, dizia-nos alguém depois de literalmente estacionar o olhar de ‘sogra’ pelo i30, sem nunca encontrar defeitos. Apesar de se tratar de um familiar ligeiro, não descura os detalhes desportivos, conseguindo no entanto introduzi-los de forma discreta e esteticamente muito favorável.

No seu interior, que mantém a sobriedade já identificada exteriormente, encontramos um espaço amplo, para 5 pessoas. À sobriedade presente no interior, adiciona-se ainda a maturidade de um desenho moderno em que todos os espaços foram bem aproveitados na colocação de equipamento. Tudo está acessível num ambiente prático e simples, mas de bom gosto.

Para quem está ao volante, uma boa posição de condução, que pode sempre ser ajustada à medida do utilizador, seja ele o convencional condutor do dia-a-dia, ou o pseudo-Fangio, pelo menos no que toca à posição de condução. Quero com isto dizer que o banco do condutor tem ajuste em altura e o volante do i30 é ajustável em altura e profundidade.

Em estrada, após muitos quilómetros, alguns deles em estradas nacionais que já viram melhores dias, gostámos do desempenho global deste i30, que comprova na prática a qualidade de construção que exibe em teoria, revelando-se seguro no mau piso e sem barulhos ‘irritantes’. A suspensão absorve bem as ‘manias’ da estrada e a insonorização do automóvel apresenta-se bastante capaz. Em longas viagens, sozinho ao volante, ou com passageiros que relaxam pelo conforto proporcionado, este i30 mostra-se cúmplice com o condutor, sugerindo até após longos percursos, a sempre tão convidativa paragem para um café. Também se revela importante, para que sejamos nós próprios e cada um de nós, a reduzir as elevadas taxas de sinistralidade e o i30, também aí, nos quer ajudar, sempre alertando da proximidade dos outros veículos. Quando, ao fim de longos trajetos, sentimos a proximidade do lar e queremos rapidamente estacionar, para voltar a sentir o calor humano dos que nos querem na sua companhia, o i30 também dá uma ajuda, com a câmara de auxilio ao estacionamento, juntamente com os sensores, que de forma exata fazem com que em menos de nada, possamos estacionar, pelos nossos próprios meios.

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O motor 1.0 TGDi, de 120 cv, revela-se surpreendente. Com um bom desempenho geral, disponibiliza torque que nos permite utilizar as mudanças mais altas, mesmo em velocidades moderadas, depois conseguindo recuperar, muitas vezes sem termos que recorrer à tradicional ‘uma abaixo’. Não é nem será nunca um Usain Bolt, mas desenrasca-se mais que bem no longo curso, especialmente na maratona. Mostrou-se também uma surpresa agradável na autonomia. Durante os quatro dias que tivemos com este Hyundai, fizemos dois trajetos de cerca de 300 km (cada), mais umas voltinhas pelo meio e, quando o devolvemos à marca, ainda tinha combustível para mais, pelo menos 150 km. Notável, quando analisamos que se trata de um automóvel a gasolina, com um motor 1.0. Isto traduzido em números concretos de consumos, diz-nos que a média por cada 100 km se cifrou pelos 7,6 litros, valores acima dos anunciados pela marca, mas ainda assim, bastante interessantes.

Nos próximos dias, aqui vos traremos outras propostas da Hyundai, para o i30. Para já, o nosso voto são 4 estrelas e, depois da fasquia em que este 1.0 se colocou, as outras opções deste modelo já têm uma pequena montanha para subir.

Texto e Fotos: Jorge Cabrita (OnWheelsTV)

 

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Review overview
Sumário Muito interessante proposta do construtor coreano, com excelente imagem. Design agradável e moderno e boas, qualidade de construção e seleção de materiais, estão entre os principais argumentos. O motor 1.0, embora 'pequenino' revela-se um gigante de desempenho, de grande humildade nos consumos.
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