A KIA tem grandes expectativas para a sua aposta nos SUV compactos do segmento B. Nós, bem, expectativas também tínhamos e, depois de testarmos a versão diesel do novo Stonic, ficámos a perceber porque razão este crossover está fadado ao sucesso. Apesar de não ser esta a motorização mais atraente para o Stonic, pois a verdade é que o diesel já não está na moda, este produto da marca coreana é senhor de design verdadeiramente arrebatador.

Não foram precisos muitos quilómetros ao volante da versão diesel deste KIA Stonic, especialmente ao passarmos por grandes aglomerados populacionais, para se perceber que é modelo que já foi anunciado ao público e que, por ainda não abundar nas estradas, não passa despercebido. Não é só por isso, é também porque exibe um design de linhas alegres, muito hétero, ou seja, agrada a ambos os sexos e também a uma vasta faixa etária da população ativa, entenda-se, encartada.

Tirando vantagens de dimensões compactas que se ‘anicham’ na perfeição no conceito crossover, este modelo exibe todo o talento do gabinete de design de Peter Schreyer, que tanta ribalta tem trazido à marca coreana. Tudo isto aliado a uma crescente qualidade de construção e de equipamentos, tecnologia e performance, faz com que esta seja uma séria proposta, à qual já ninguém vai ficando indiferente. Na estrada, nas fotos, nas portagens, ou seja por aí, fomos constatando aquele olhar curioso, mas ao mesmo tempo de cobiça, por um modelo que facilmente cai no goto. Assim é uma boa maneira de definirmos a estética desta proposta KIA, que falou para nós através do seu estilo, mas também pelos olhos conquistados, de quem o viu.

Interior agradável e útil

Dentro do Stonic, estamos num espaço sóbrio, elegante sem ser espampanante nem tímido, mas acima de tudo funcional. A boa qualidade dos materiais está intrínseca, mesmo se percebermos que num automóvel de segmento A, há limites para as nossas exigências. À primeira vista, depois de alguns movimentos, ficámos a achar que os bancos poderiam ser mais robustos, mas, foi só a primeira impressão. São confortáveis e servem a função, para condutor e passageiros. Além disso, têm várias afinações para melhor conforto e posicionamento, embora para mim, desde que possibilitem o ajuste em altura (além do convencional), já servem o propósito. Também o volante, ao permitir o ajuste em profundidade, além do bom grip, já me encanta.

O espaço interior é bom, seja para as nossas passeatas e viagens a solo ou, como pude constatar, com o carro cheio de ‘penduras’, que me permitiram testar a boa habitabilidade. Até 5 pessoas permitem uma boa dinâmica, sem detrimento do conforto q.b..

Um crossover que gosta de dinamismo

Em estrada, fizemos cerca de 700 quilómetros no carro (é o mínimo que fazemos sempre) e, gostámos sobremaneira do que ele nos diz. O motor garante versatilidade e com uma caixa de 6 velocidades bem escalonada, podemos de facto ter conforto na condução e agilidade para nos ‘mexermos’ no tráfego urbano. A posição de condução é ligeiramente elevada, o que até agrada, a maior parte das vezes. Com boa qualidade de construção, mesmo quando circulámos em estradas nacionais que já viram melhores dias, gostámos do isolamento interior e do amortecimento da suspensão, detalhes que adicionam qualidade ao conforto apregoado e que, pelo que vimos, fala verdade.

Como seria de esperar dentro da atual política de posicionamento da marca, na relação qualidade/preço, este Stonic vem recheado de equipamento. A unidade testada, TX, não corresponde ao nível máximo de equipamento, não dispondo por exemplo de bancos e volante em pele, mas ainda assim, traz mais que argumentos suficientes para satisfazer o cliente que, não querendo pagar muito por qualidade, quer recebê-la com tudo a que tem direito (e mais alguma coisa).

Assim, neste Stonic temos: sistema de navegação e multimédia, cruise control com limitador de velocidade, Bluetooth com reconhecimento de voz, sistema automático de acendimento das luzes, com máximos automáticos e de funcionamento das escovas limpa-vidros, sistema de assistência avançada á condução c/travagem autónoma de emergência, alerta de saída de faixa de rodagem, alerta ao condutor, ajuda ao estacionamento com camara traseira, pintura metalizada, vidros traseiros escurecidos e a lista prossegue, bem vasta.

Esta proposta da KIA tem um preço base de €14.501, ligeiramente inflacionados na unidade por nós testada. Em estrada, apresentou-nos um consumo médio de 5,7 l/100 km, em curta antítese aos 4,2 anunciados pelo construtor. O motor disponibiliza 110 cv às 4000 rpm e um binário de 260 Nm, disponíveis entre as 1500 e as 2750 rpm. A velocidade máxima anunciada é de 175 km/h e chega dos 0 aos 100 km/h em 11,3s.

Fotos: OnWheelsTV/Jorge Cabrita

Ficha Técnica KIA Stonic 1.6 VGT (CRDi)
Motor: Diesel, 4 cilindros em linha, injeção direta c/turbo
Cilindrada (cc): 1.582
Diâmetro x Curso (mm): nd
Potência (cv/rmp): 110/4000
Binário (Nm/rpm): 260/1500-2750
Transmissão/Direção: Dianteira, Caixa manual de 6 velocidades, direção pinhão e cremalheira, elétrica
Suspensão (fr/tr): Independente tipo McPherson/Multilink
Prestações: 0 a 100 km/h (s): 11,3 – Velocidade máxima (km/h): 175 – Consumos (Extra-urbano/Urbano/Misto) (lt/100 km): 4,9/3,8/4,2 – Emissões de CO² (g/km): 109
Dimensões (Comprimento/Largura/Altura) (mm): 4.140/1.760/1.500 – Travões (fr/tr): Discos ventilados/Discos – Depósito (lt): 50 – Bagageira (lt:): 332 – Peso (kg): 1255 – Pneuis (fr/tr): 205/55 R17-205/55 R17
Preço: A partir de €14.501